Se não souber o que dizer, se abstenha
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Como é ser autista e mãe de um autista
Nessa vida, nada é 100% ruim ou 100% bom.Tudo tem desafios e também vantagens.Minha análise neuropsicológica foi entregue em 17/12/2025.Até ali, eu não pensava em outra coisa.Com um pouco mais de calma, algumas peças começaram a se encaixar.
• Ah… é por isso que muitas vezes eu entendo tão bem o meu filho.
• É por isso que reconheço nele situações muito parecidas com as que vivi e ainda vivo.
Aqui existe uma vantagem.A empatia não é teórica. É vivida.Mas junto vem a desvantagem.
• Se já é difícil para mim, fica ainda mais difícil ajudar meu filho a superar obstáculos.
• Muitas vezes eu luto contra o meu próprio cérebro para conseguir apoiar o dele.
Quem olha de fora não vê isso.Querem resultados. Querem rapidez. Querem “evolução”.
Conseguimos resultados?
• Sim.
Mas de um jeito mais lento.E, quase sempre, muito mais cansativo do que o esperado.
E aí vêm as frases clássicas:
• “Ah, você não tem cara de autista.”
• “Então deve ser bem leve.”
Parece leve para quem está de fora.
É como uma pessoa com miopia severa dirigindo sem óculos.
Ela enxerga.
Mas as proporções, as distâncias e os riscos não são os mesmos de quem tem a visão ajustada.
Então, quando alguém diz:
“Eu sou autista.”
• Não tente minimizar.
• Não tente facilitar.
• Não tente comparar.
Se não souber o que dizer, se abstenha.Vai ser melhor para todo mundo.
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