apenas seguir

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  apenas seguir  Compositora: EuARUE Vanuza  Distribuidora: UnitedMasters Lançamento: 10/09/2026 Pensar sobre viver e chegar.  Nós vivemos sempre atrás de alguma coisa. Uma grande maioria acredita ter certeza do objetivo. Talvez seja o meu cérebro neurodivergente ou só a percepção mesmo que me faça questionar tanto. Todos os dias alguém faz algo como se tivesse a certeza de onde vai chegar se esquecendo que na verdade, nem tem o amanhã. O amanhã é apenas hipótese. Tantas se apegam a certezas lutam,sofrem,choram,se entregam... E depois de finalmente alcançar percebe que não era aquilo. Que quer outras coisas,outros caminhos,outros amores... Pensando assim ,eu criei para mim uma teoria: Não existe errado. Tudo está certo como deve ser. O que planejo não sair como gostaria, não quer dizer que deu errado. Quer dizer que foi necessário assim por motivos que talvez eu ainda não tenha visto ou nunca verei. Mas é isso que vai me fazer chegar seja lá onde for que eu tenha que...

Capítulo 4 Ele Estava Morrendo

 



CAPÍTULO 4

Ele Estava Morrendo

— ◆ —

O chão pareceu desabar sob seus pés.

Suas mãos tremeram. A compressa caiu no chão com um baque molhado. Ela nem percebeu.

— Me leve até ele. — Sua voz saiu rouca, quase um comando. — Agora.

— ◆ —

Quando entrou no quarto imperial, o ar pesado a atingiu como um soco.

Ele estava na cama. O corpo trêmulo sob lençóis encharcados de suor. A pele, antes dourada pelo sol, estava pálida — quase translúcida à luz fraca das velas. Os lábios se moviam sem parar, murmurando algo baixo, ininteligível.

Ela se aproximou. E então ouviu.

— Hae-won... — A voz dele era um fio. Quebrada. Desesperada. — ...não vai... por favor... não vai embora...

Algo dentro dela se partiu.

Pela primeira vez em anos, ela teve medo de perdê-lo de verdade.

Não. Não podia. Não assim. Não agora.

— Preparem água quente. Panos limpos. Tragam meu kit de agulhas. — Sua voz cortou o silêncio como uma lâmina. — Rápido.

— ◆ —

Ela se esqueceu completamente da dor que os ligava. Naquele instante, só existia ele.

Preparou as ervas. Aplicou as agulhas nos pontos certos. Deu-lhe o medicamento com as próprias mãos, segurando sua nuca com cuidado. Mas ele ainda não recobrava a consciência.

Ela ficou ali. Do lado dele. Limpando sua testa com compressas frias. Checando seu pulso a cada hora. Cochilando na beirada da cama, com medo de que ele piorasse e ela não estivesse lá.

Três dias.

Três dias sem sair de perto. Sem descansar direito. Sem comer direito.

A cada vez que ele se agitava no sono, a cada palavra desconexa que escapava de seus lábios rachados — era o nome dela. Sempre o nome dela.

E aquilo doía mais do que qualquer lembrança.

— ◆ —

Kang Mi-na, ao saber do estado da doutora, se compadeceu. Levou comida e fez companhia a ela — era muito grata pelo que Hae-won havia feito por seus filhos, sem cobrar nada.

Mas os olhos de Jin Hae-won não saíam do rosto pálido do imperador.

E, no fundo do peito, algo que ela jurava estar morto há dois anos começou a latejar novamente.

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