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O encontro do coração

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  Ela Está Chegando —  e eu preciso da sua ajuda Um dia me perguntaram como eu acredito ser a reação de alguém ao encontrar sua alma gêmea. Como sempre, minha resposta virou música. Nasceu assim Ela Está Chegando — uma composição minha que tenta traduzir aquele momento exato em que o coração reconhece alguém antes mesmo da razão entender o que está acontecendo. O chão treme. O corpo trai. Os olhos cruzam por um segundo eterno. E a pergunta que não sai da cabeça: será que ela sente a mesma coisa? Escrever essa letra foi fácil. Porque algumas coisas a gente não inventa — a gente só coloca em palavras o que já estava dentro. E agora essa música tem uma chance de ganhar voz de verdade. Ela está concorrendo a um projeto da dupla Sávio e Gustavo na plataforma MusicPlayce — e a música mais votada entra no repertório deles. É aí que você entra. Se essa história tocou você de algum jeito, se já sentiu o chão tremer assim, clica no link abaixo, ouve e vota. Curtidas e comentários tamb...

Um lugar que não é seu

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 Quando você é neurodivergente em um lugar que não é seu Ser neurodivergente em meio a pessoas não neurodivergentes é viver num palco sem roteiro. Todos esperam alguma coisa de você — mas ninguém diz o quê. Esperam iniciativa, postura, reação certa, leitura de ambiente. Como se fosse automático. Como se fosse simples. Ninguém para pra pensar que, antes de qualquer atitude, existe uma etapa invisível: se localizar naquele espaço. Entender o clima, as pessoas, os códigos não ditos. Isso cansa. Muito. Você tenta ser útil. Anda de um lado pro outro, meio perdida, com medo constante de ser um peso. E um pensamento insiste, repetitivo, quase físico: “Quero ir embora daqui.” Ir embora de lugares onde as pessoas fingem gostar de você. Onde cochicham. Onde os olhares parecem dizer que algo em você incomoda — mesmo quando você não fez nada. Mas você não pode simplesmente dizer isso. Porque, socialmente, isso soa como exagero, drama ou falta de educação. Ser neurodivergente faz com que, mesmo...

Se não souber o que dizer, se abstenha

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  Como é ser autista e mãe de um autista Nessa vida, nada é 100% ruim ou 100% bom.Tudo tem desafios e também vantagens.Minha análise neuropsicológica foi entregue em 17/12/2025.Até ali, eu não pensava em outra coisa.Com um pouco mais de calma, algumas peças começaram a se encaixar. • Ah… é por isso que muitas vezes eu entendo tão bem o meu filho. • É por isso que reconheço nele situações muito parecidas com as que vivi e ainda vivo. Aqui existe uma vantagem.A empatia não é teórica. É vivida. Mas junto vem a desvantagem. • Se já é difícil para mim, fica ainda mais difícil ajudar meu filho a superar obstáculos. • Muitas vezes eu luto contra o meu próprio cérebro para conseguir apoiar o dele. Quem olha de fora não vê isso.Querem resultados. Querem rapidez. Querem “evolução”. Conseguimos resultados? • Sim. Mas de um jeito mais lento.E, quase sempre, muito mais cansativo do que o esperado. E aí vêm as frases clássicas: • “ Ah, você não tem cara de autista.” • “Então deve ser bem leve.” ...

Quando o diagnóstico de TEA não vem sozinho

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 TEA e + Receber um diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) na vida adulta não é simples. Ele não chega como uma resposta isolada. Ele chega acompanhado de explicações que, no início, parecem confusas — mas que fazem todo sentido quando olhamos para a história inteira. No meu caso, o TEA não veio “sozinho”. Ele veio junto com o reconhecimento de traumas de desenvolvimento e de um perfil de personalidade moldado por vivências reais, não por falhas pessoais. Este texto não é um pedido de compreensão. É um esclarecimento. TEA – Transtorno do Espectro Autista O TEA explica como meu cérebro funciona.Não é doença, não começou na vida adulta e não foi “adquirido”. É um padrão neurológico presente desde o nascimento.No meu funcionamento, o TEA aparece principalmente como: ⏰Dificuldade com rotinas rígidas e impostas; 🤯Pensamento não linear e excesso de estímulos internos; 🌗Hiperfoco intenso seguido de abandono do interesse; ⏳Dificuldade em iniciar, manter e finalizar tarefas;...

Quando você se vê no filho TEA

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  O diagnóstico que veio do filho Quando a peça que faltava era em mim Há algumas semanas, contei aqui sobre o diagnóstico do meu filho. O que eu não tinha contado é que aquele laudo também era um espelho. Quando li, não vi só o Miguel. Eu me vi . “Você é estranha” — a vida inteira Nunca me achei normal . Sempre ouvi: “doidinha” “esquisita” “sensível demais” Eu ria. Fazia piada. Seguía. Mas por dentro, a conta nunca fechava. Por que tudo era tão difícil? Por que eu fazia tratamento psiquiátrico desde os 14 anos, melhorava um pouco… e depois voltava tudo de novo? Por que a sensação constante de estar deslocada, funcionando no limite? O diagnóstico dele levantou suspeitas em mim As características do TEA nível 1 do meu filho pareciam um inventário da minha infância e adolescência: · rigidez · dificuldades sociais mascaradas · exaustão constante de “dar conta”. Mesmo assim, eu duvidei. “ Se eu fosse autista , algum dos tantos psiquiatras teria percebido.” Até que uma médica do PSF fez...

Professor de apoio x cuidador:

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Quem é quem, quem faz o quê e quem acompanha o aluno autista no recreio Primeiro,quem pode ser professor de apoio e qual formação é exigida A legislação brasileira deixa claro que o professor de apoio deve ser profissional qualificado, e não alguém colocado sem preparo. A base legal vem de três pilares: • A Lei Berenice Piana (Lei nº 12.764/2012) garante às pessoas com autismo o direito a um acompanhante especializado quando houver necessidade comprovada. Isso é interpretado, no contexto escolar, como direito a um professor de apoio com formação adequada.  • A Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) reafirma que o poder público deve ofertar e formar profissionais de apoio escolar para alunos com deficiência, o que inclui autistas.  • E a mais recente Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (Decreto nº 12.686/2025) reforça que:  • os professores de Atendimento Educacional Especializado devem ter formação específica, com preferência por cursos de educação e...

⚖️ Autismo: direitos existem, mas deveres também

 ⚖️ Autismo: direitos existem, mas deveres também Falar sobre direitos das pessoas autistas é necessário. Mas falar apenas sobre direitos, sem falar de deveres, cria um problema sério: a ideia de que o autismo justifica qualquer comportamento. E isso não é verdade — nem pela lei, nem pela ética, nem pela vida real. 📌 Direitos não anulam regras de convivência O autismo garante adaptações, apoio e mediação. Ele não elimina: • regras básicas de convivência • respeito ao outro • limites sociais • responsabilidade compatível com o nível de desenvolvimento Viver em sociedade implica limites para todos — com ou sem diagnóstico. 🚫 O que o autismo NÃO pode ser usado para justificar Não é aceitável usar o autismo como desculpa para: • agressões físicas ou verbais • invasão constante do espaço do outro sem mediação • desrespeito às regras da escola • impedir o direito de colegas aprenderem • ausência total de orientação e correção Quando isso acontece, não é inclusão.É abandono disfarçado d...

Ambiente escolar e autismo na escola pública

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  🏫 Ambiente escolar e autismo na escola pública: o que a lei garante e o que precisa funcionar de verdade Depois de falar sobre PDI, professor regular e professor de apoio, é impossível não falar do ambiente escolar. Porque não adianta ter papel bonito se o espaço não favorece o aprendizado. A lei garante o direito à educação inclusiva, mas inclusão não é colocar o aluno autista dentro da escola e torcer para dar certo. Inclusão é organizar o ambiente para que ele consiga aprender, permanecer e se desenvolver. O que a escola pública deve garantir, na prática: • Ambiente previsível, com rotina clara • Redução de estímulos excessivos (barulho, confusão, gritaria desnecessária) • Mediação de conflitos e proteção contra bullying • Respeito ao tempo de resposta do aluno • Avaliações compatíveis com a forma como ele aprende Nada disso é privilégio. É condição mínima . 🧠 Sala Multissensorial (ou Sala de Recursos): para que ela serve de verdade? Muita gente se anima quando escuta que a ...